Muito tem sido dito sobre Hillary Clinton, uma mulher, ser a candidata democrata com maiores chances de ser a candidata democrata e acabar levando a presidência dos Estados Unidos ano que vem. Eu particularmente espero que Obama vença tanto a nomeação democrata quanto a presidência, mas o poder finacneiro e político dos Clinton não é fácil de ser vencido. Existem duas questões importantes nessa frenesi americana relativa à possibilidade de uma mulher na Casa Branca.
Primeiro: será que apenas por ser uma mulher as propostas de Hillary (ou de qualquer outra mulher) tratam da questão de gênero de uma maneira satisfatória? Uma mulher na presidência seria vitória suficiente caso suas propostas não fossem inovadoras sob esse ponto de vista? Parece que Obama está tentando seduzir o eleitorado feminino com essa pergunta. E eu ando acreditando nele, que não, não seria suficiente apesar de representar sim uma vitória apenas por ser uma mulher. E, no caso dele, um negro.
Segundo: vários paises do mundo tem ou já tiveram mulheres na presidência ou em posições de muito poder. Porque chamar Cristina Kirchner de a “Hillary da Argentina” como vi em vários jornais americanos, e não o contrário? Afinal, Kirchner é presidente e não apenas candidata à candidatura como Hillary. Porque não lembrarmos de Indira Gandhi, Benazir Bhutto e tantas outras? Este é um país muito paradoxal em relação à posição da mulher na sociedade. Algumas vezes progressista e muitas outras retrógrado demais.
domingo, 16 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Tomando café com bebê-flor.
Todos os dias penso nas mil coisas que gostaria de estar escrevendo no blog, mas não tem sobrado tempo para nada. Entre Ann Arbor e NY, entre o trabalho na universidade e na ONU, a filha, a barriga que está enorme, o marido, os amigos e a família, não tem dado nem para respirar. Mais vão aí algumas anotações do cotidiano que andam povoando minha cabeça.
Porque o Starbucks insiste naquele negócio chato de grande, tall, venti e sei lá mais o que para os tamanhos dos copos? Eu sei o tamanho do que quero na linguagem Starbucks ou em italiano, inglês, português... mas insisto em pedir em língua corrente do pais onde estou. Fiquei pensando que o objetivo deve ser fazer a gente se sentir parte (ou não) de uma tribo, aqueles com copo de café, capuccino ou latte todos os dias. Essa prepotência está me dando nos nervos e só por isso estou pensando em mudar o lugar onde compro meu capuccino quase diário. Aquele que tem me mantido acordada de manha...
Outro dia peguei um táxi do aeroporto para a ONU e o motorista insistiu que bebê-flor é na verdade um menino (se não for flor do que vou chamá-lo? aceito sugestões). Obviamente tratava-se de um indiano, e quem já esteve na Índia como eu sabe que os indianos em geral adoram fazer previsões sobre o futuro, principalmente o seu futuro. Quando estive lá fiz meu mapa astral, onde estava "escrito" que meu marido seria preso no ano seguinte. Isso foi em 2000 e até hoje nada. Acho e sinceramente espero que o período de "carência" dessa previsão já tenha passado. Mas voltando ao assunto, o tal motorista insistiu muito e disse que meu marido ficaria muito feliz se fosse menino porque já temos uma menina. Disse a ele que meu marido se sente o pai mais amado do mundo e que meninas amam seus pais pra valer, ficam grudadas no pai, uma coisa bem Freudiana. Também disse que tinha feito dois ultra-sons em dois países diferentes e em ambos os médicos confirmaram ser uma menina. De nada adiantou. Ele me deu seu cartão e disse que eu entrasse em contato para agradecê-lo por ter me alertado que seria um menino. Resultado? No próximo ultra-som vou ter de perguntar se o sexo de bebê-flor mudou desde a última consulta...
Porque o Starbucks insiste naquele negócio chato de grande, tall, venti e sei lá mais o que para os tamanhos dos copos? Eu sei o tamanho do que quero na linguagem Starbucks ou em italiano, inglês, português... mas insisto em pedir em língua corrente do pais onde estou. Fiquei pensando que o objetivo deve ser fazer a gente se sentir parte (ou não) de uma tribo, aqueles com copo de café, capuccino ou latte todos os dias. Essa prepotência está me dando nos nervos e só por isso estou pensando em mudar o lugar onde compro meu capuccino quase diário. Aquele que tem me mantido acordada de manha...
Outro dia peguei um táxi do aeroporto para a ONU e o motorista insistiu que bebê-flor é na verdade um menino (se não for flor do que vou chamá-lo? aceito sugestões). Obviamente tratava-se de um indiano, e quem já esteve na Índia como eu sabe que os indianos em geral adoram fazer previsões sobre o futuro, principalmente o seu futuro. Quando estive lá fiz meu mapa astral, onde estava "escrito" que meu marido seria preso no ano seguinte. Isso foi em 2000 e até hoje nada. Acho e sinceramente espero que o período de "carência" dessa previsão já tenha passado. Mas voltando ao assunto, o tal motorista insistiu muito e disse que meu marido ficaria muito feliz se fosse menino porque já temos uma menina. Disse a ele que meu marido se sente o pai mais amado do mundo e que meninas amam seus pais pra valer, ficam grudadas no pai, uma coisa bem Freudiana. Também disse que tinha feito dois ultra-sons em dois países diferentes e em ambos os médicos confirmaram ser uma menina. De nada adiantou. Ele me deu seu cartão e disse que eu entrasse em contato para agradecê-lo por ter me alertado que seria um menino. Resultado? No próximo ultra-som vou ter de perguntar se o sexo de bebê-flor mudou desde a última consulta...
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Mary, merry e marry.
Esse eu adorei. Vi na Andrea. Determina do tipo do seu sotaque em ingles. Mas o que eu mais gostei foi da pergunta:
The three words MARY, MERRY, and MARRY. How do you say them?
E eu que nem boba repetindo as 3 e achando que de fato falo todas da mesma forma, com pouquissima diferenca na enfase da silaba... Rachei de rir.
The three words MARY, MERRY, and MARRY. How do you say them?
E eu que nem boba repetindo as 3 e achando que de fato falo todas da mesma forma, com pouquissima diferenca na enfase da silaba... Rachei de rir.
What American accent do you have?
Neutral
Neutral
You're not Northern, Southern, or Western, you're just plain -American-. Your national identity is more important than your local identity, because you don't really have a local identity. You might be from the region in that map, which is defined by this kind of accent, but you could easily not be. Or maybe you just moved around a lot growing up. |
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domingo, 18 de novembro de 2007
Black Friday.
Para quem não sabe, Black Friday é a sexta-feira depois do dia de Ação de Graças nos estados unidos, que é sempre celebrado na quinta-feira. O objetivo maior, como não poderia deixar de ser nessa sociedade extremamente consumista, é: comprar. Já de olho no Natal as lojas fazem ofertas de um dia que de fato valem a pena. Normalmente, as melhores ofertas acontecem muito cedo e tem até fila às 6 da manha em algumas lojas. É isso aí - a maioria das lojas abre as 6 AM e fica tudo lotado. Uma loucura! Isabella postou recentemente sobre o assunto, e adicionou alguns descontos também.
Então vai a dica. Para quem está nos estados unidos e pensando em ir às compras, olhe as ofertas das maiores lojas com antecedência nesse site e neste também e decida onde ir. Mas vá por sua própria conta e risco e não diga que não avisei. É uma loucura! Vou me "abastecer" de comestíveis bem gostosos com antecedência e vou ficar quietinha. Eu não vou nem ao supermercado comprar leite. Não pretendo entrar nem em supermercado, quanto mais em loja...
Então vai a dica. Para quem está nos estados unidos e pensando em ir às compras, olhe as ofertas das maiores lojas com antecedência nesse site e neste também e decida onde ir. Mas vá por sua própria conta e risco e não diga que não avisei. É uma loucura! Vou me "abastecer" de comestíveis bem gostosos com antecedência e vou ficar quietinha. Eu não vou nem ao supermercado comprar leite. Não pretendo entrar nem em supermercado, quanto mais em loja...
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A televisão me deixou burro muito burro demais.,
Flores.
sábado, 17 de novembro de 2007
Chutando o bucket.
Vi no Duas Fridas e decidi batalhar pelo meu titulo tambem. No meu caso, sempre tem de ter um baldezinho para eu chutar. Adorei.

My Peculiar Aristocratic Title is:
Entirely Miss Reverend Lady Leticia the Evanescent of Ofsted in the Bucket
Get your Peculiar Aristocratic Title
Entirely Miss Reverend Lady Leticia the Evanescent of Ofsted in the Bucket
Get your Peculiar Aristocratic Title
sábado, 10 de novembro de 2007
Cinderela.
Assistindo a um filme domingo a tarde com a flor, a pego chorando no final, quando Cinderela se casa com o príncipe. Os olhinhos mareadinhos assim bem de levinho. Quando perguntei se estava chorando, ela ficou brava e desconversou. Acho que criança de 4 anos também se emociona com filme, música e poesia. Não que Cinderela seja poesia, mas é água com açúcar como qualquer novela da Globo, e eu já chorei em muito final de novela...
Caetano Veloso.
Confesso que passei bastante tempo com preguiça de Caetano.
A época da faculdade foi de total fascínio por ele e suas músicas. Quem não passou por isso? O Quereres era, para mim, a explicação da tranqueira amorosa que todos passamos algum dia. Circuladô é um disco maravilhoso, desde o álbum ao show. Usei todas as minhas economias na época para assistí-lo no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Uma pequena fortuna. Depois veio Tropicália 2 com o Gil e eu concordava que o Haiti era mesmo ali. Bem, passada essa fase de fascínio, veio uma preguiça tão grande, mas tão grande que eu parei de ouvi-lo por uns bons anos. A preguiça era mais da pessoa que da música, mas não conseguia dissociar uma da outra. Caetano fala demais e de tudo. Até aí tudo bem, também falo muito. Mas o que é pior, dá palpite em tudo e de uma forma bem Caetano, se é que me entendem, bem centro das atenções. Essa fase coincidiu com uma certa mesmice musical de Caetano e não conseguia achar muita graça no álbum Livro e em nenhum outro que veio depois de Circuladô. Nem o álbum em espanhol me impressionou muito.
Toda essa sensação de preguiça e mesmice acabou de vez ontem a noite ao assistir o novo espetáculo de Caetano, Cê no Hill Auditorium, aqui em Ann Arbor. Já tínhamos o CD há alguns meses e aquele novo estilo já estava me conquistando. Mais inovador, diferente da maior parte do que tinha feito antes. As músicas são fortes e agressivas e parecem refletir seu momento de vida durante a separação. Aquelas músicas já estavam me agradando muito mas ao vê-lo no palco ontem voltei a ser uma fã incondicional... Por duas horas, Caetano cantou blues, bossa nova, samba, rock & roll, em português, inglês e espanhol. O repertório não poderia ter sido melhor. Claro, todas do álbum novo mais London London, Desde que o Samba é Samba, O Homem Velho, Fora da Ordem, Coração Vagabundo, entre várias outras. Até Leãozinho para relembrar dos velhos tempo teve no bis. Entre as musicas novas, adorei as interpretações de Musa Híbrida e Odeio Você. Alias, que catarse maravilhosa cantar o ódio-amor que existe nessa musica. Quem não odeia a quem se ama de vez em quando? Uma batida mais pesada, bem vanguarda e um Caetano cheio de vontade de estar ali, alegre, pulando sem parar por 2 horas, correndo no meio do publico e esbanjando energia. Um show de luzes bem pensado, uma banda jovem, releitura de clássicos e músicas novas. No meio do show, ele diz algo assim: “No Brasil sou conhecido por falar demais, o que me perguntam eu respondo, acabo sendo muito criticado por isso, mas quer saber, não estou nem aí, I don’t care. Falo tanto, mas tanto que durante a última eleição presidencial consegui desagradar a direita e a esquerda, se é que esses termos ainda existem.” Achei tudo muito bom, muito lúcido e fiquei pensando como ele teve o poder de se re-inventar, inovar e ainda por cima curtir estar ali com tanta vontade e energia. Uma noite memorável mas, para mim, acima de tudo, uma noite que colocou Caetano definitivamente de volta na minha trilha sonora atual.
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