terça-feira, 22 de maio de 2007

Zeitouna.

Zeitouna é oliveira em árabe. Zeitouna é também o nome de um grupo de doze mulheres que vivem em Ann Arbor -- seis de descendência árabe e seis de descendência judia – e que se recusaram a ser inimigas. Há quatro anos elas se reúnem com o objetivo de se conhecer e entender suas diferenças e semelhanças. Através desse processo, elas buscam transformar sua forma de ver o outro, expandindo o diálogo entre os dois lados e o discurso político do conflito.

À medida que se conheciam, elas percebiam muito mais o igual que o diferente. Inclusive as estórias de perseguição, violência e guerra vividas por elas e suas famílias. Esse processo de conhecimento e diálogo culminou em ativismo e palestras. Agora essa história pode ser vista no documentário “Refusing to be Enemies: The Zeitouna Story”.

O trabalho do grupo é um belo exemplo do que está ao nosso alcance. Nos deparamos com problemas tão enormes – a fome, a guerra, a violência, a homofobia, o preconceito, etc, etc, etc... -- que suas soluções nos parecem inatingíveis e intratáveis. O fato é que a gente pode com o que está a nossa volta. Ensinar nossos filhos e a nós mesmos a enxergar o outro pelo que ele é. É concreto, é real, está próximo. E parece um bom começo.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

E o mundo gira.

Wolfowitz acaba de renunciar ao posto de presidente do Banco Mundial.

Menos um ser da turma do Bush...

Iupi!!!

Vamos comecar o dia bem amanha.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Bilbiotecas públicas e estrelas.

Se tem uma coisa que gosto em Ann Arbor é sua biblioteca pública. Além de todos os livros infantis possíveis, tem também todos os DVDs que a flor gosta. A coleção de livros para adultos é ainda melhor. Recentemente, me interessei pelo livro Cigarettes are Sublime, sugerido pelo Idelber do Biscoito. Tem! Um amigo recomendou um livro sobre Leo Africanus. Tem! E hoje procurei CDS das Les Nubians, sugestão da Regina do Always por um Triz. Tem dois! Já reservei e vou passar para buscar daqui a pouco.

O espaço físico da biblioteca é ótimo para crianças. Ela torna-se ainda mais essencial no auge do inverno, quando precisamos de muita criatividade para programas bons e baratos com a flor. Ela se diverte com as atividades infantis e a contação de estórias. Aproveita também o espaço em si, com casinha de bonecas, aquários, mesinha com aparelho de chá de brinquedo, e muito, mas muito papel colorido, canetinha e crayon. Uma biblioteca pública tão boa é um privilégio. Além de usufruirmos do acervo, do espaço físico e das atividades, a biblioteca nos ajuda a formar na flor o conceito do pegar emprestado e o hábito de frequentar a biblioteca para pesquisar e tirar dúvidas. A idéia não é comprar e sim pegar emprestado, usar e devolver para que alguém mais possa usufruir. Ela lê os livros e assiste aos filmes sabendo que tem de devolvê-los. Além disso, ela sabe que pode procurar respostas para algumas de suas dúvidas nos livros da biblioteca. E sao ttttaaannnnttttaaasss dúvidas e perguntas...

Outro dia mesmo, ela me perguntou, mamãe, você sabe como nascem as estrelas? A mamãe aqui bem que tenta. Como nascem as estrelas, minha flor? Lá no céu tem milhões de estrelas... desviando o ponto da questão. Insatisfeita com a resposta que nem era uma resposta, ela repete, mas como elas nascem? Hum... Por fim, ela mesma sugere, vamos a biblioteca procurar um livro que mostre como nascem as estrelas? Assim, desejo em saber mais pode se transformar em desejo de ler um livro (ou, nesse caso, ser lido para ela) e isso se traduz em pegar o livro emprestado e não necessariamente em comprá-lo.

Além de tudo isso, a biblioteca aceita sugestões para seu acervo e as leva muito a serio. Eu mesma já sugeri dois livros que não havia encontrado na acervo. Minhas sugestões foram recebidas, as mensagens respondidas e os livros comprados. Sinto que o imposto pago à cidade tem retorno, no mínimo, em forma de biblioteca pública!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Comprimidos perigosos ou nada como um dia após o outro.

Meu dia das mães não terminou nada bem. Acabei o dia com dois comprimidos que estavam grudados lado a lado -- obviamente eu não tinha percebido antes de ingerir -- absolutamente "entalados" no esôfago ou em alguma parte adjacente. Parte adjacente porque não sei nem a ordem nem os nomes dos orgãos direito. Depois de meia hora tentando fazer descer e a dor crescendo, passei mais meia hora tentando fazer subir, se é que me entendem. O dia seguinte está sendo bem animador. Apesar da dor na garganta e no esôfago e do embrulho no estômago, estou bem mais alegrinha.

Ou seja...

1. Muito cuidado ao ingerir comprimidos assassinos!
2. Nada melhor que um dia após o outro!
3. Todo dia é dia das mães se a gente quer é ser feliz. Não preciso de um dia em minha homenagem para ser feliz. Esses dias pré-fabricados têm muita pressão associada...

sábado, 12 de maio de 2007

Feliz dia das mães!


Aquarela/Fernando Lara

Aquarela que ganhei do marido recém chegado da Asia, já de dia das mães. Não diz tudo?

Da flor ganhei um vasinho de flores pintado por ela e com uma colagem de flor plantada e com a foto dela. Tudo adiantado. Fiquei emocionada com os dois presentes - muita alegria.

Feliz dia das mães por aí também!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Um ser 'superior'.

Marido viajando há uma semana, a trabalho na Coréia e Japão. Eu sentindo uma falta danada dele, tanto do meu marido quanto do pai da flor. E ainda assim estou verdadeiramente feliz por ele estar fazendo essa viagem e descobrindo tanta coisa bacana. Cheguei até a sugerir que ficasse mais um dia para dar tempo de conhecer melhor o Japão.

Só posso ter me transformado em um ser humano 'superior'. : )

Rolfing.

Ano passado fiz as tais 10 sessões iniciais de Rolfing e realmente achei que foi muito bom. Senti mais leveza, parecia que as partes do corpo estavam se conectando melhor e mais harmoniosamente.

Passaram-se uns 10 meses e ontem voltei para uma recauchutagem. Foi uma sessão concentrada nos pés, perna e nas junções da perna com a cintura. Senti essas três partes sendo colocadas de volta no lugar. Cada músculo, ligamento ou sei lá o que. Dói um pouco, mas garanto que é uma dor boa, aquela que tem propósito e que, espera-se, leva a algum lugar melhor. Nesse caso, dizem os rolfistas, esse lugar melhor é onde existe um funcionamento mais eficiente das estruturas do corpo e da relação entre o corpo e a gravidade. Traduzindo. Para o meu corpo significa menos dores na coluna. Assim espero.